Liderança Feminina

Já são mais de 200 mil mortos no mundo todo por Covid-19, mais de 3 milhões de infectados. A situação é apavorante para muitos, mas no conforta o coração ver mulheres liderando gloriosamente suas nações, suas equipes e empresas em busca de soluções, erradicação de casos e auxílio aos seus. Na Alemanha de Angela Merkel, houve um rápido isolamento do restante do continente europeu e a criação de um programa de ampla testagem e rastreamento de casos, o país é um dos mais bem sucedidos ao combate da Covid-19 na Europa. Na Dinamarca e na Noruega, as primeiras-ministras fizeram pronunciamentos específicos para crianças ajudando a diminuir a ansiedade de um grupo, às vezes, esquecido. As habilidades de governar, obviamente, não estão relacionadas ao gênero de cada líder, mas a maneira como somos socializados faz com que mulheres estejam mais propensas a uma postura mais empática e resolutiva. O resultado dessas ações é, claro, relacionado com outros fatores importantes: economia desenvolvida, IDH elevado, sistema de saúde fortalecido, território pequeno, diversidade nos grupos responsáveis pelas tomadas de decisões e até questões mais básicas como grau escolaridade e acesso a saneamento básico. No Brasil, a complexidade para o combate ao vírus é bem diferente. Além dessas questões, outras precisam ser consideradas para determinar o sucesso de suas lideranças: agilidade e coragem na tomada de decisões difíceis (mesmo sabendo que elas trazem menor popularidade), respeito à ciência e à vida da população. No passado, foram ações como essas que consagraram grandes líderes como Oswaldo Cruz, que trouxe a urgência da vacina contra a varíola e a febre amarela no Rio de Janeiro em um momento que muitos morriam com a falta de saneamento básico, causadora dessas e outras doenças. A resistência causada pelas camadas mais conservadoras e opositora, e que disseminavam desinformação aos mais pobres, causou a Revolta da Vacina, um marco histórico. Anos depois, a Filadélfia foi assolada com números expressivos de mortes em decorrência da Gripe Espanhola. Ignorando as recomendações de médicos, a população foi às ruas para um desfile alegórico que causou contaminação em massa. Para além da política, as mulheres são 70% do corpo dos profissionais de saúde do mundo, são elas que estão na linha frente de combate. No campo empresarial, a Magazine Luiza, com Luiza Helena Trajano como Presidente do Conselho Administrativo, criou de imediato uma série de ações para proteger e auxiliar os funcionários que continuam trabalhando, além de fazer doações para regiões necessitadas. Atitudes resolutivas, empatia e lideranças que respeitam a vida são o que a gente deseja como “novo normal”!


Data de publicação: 12 de maio de 2020