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Como o aumento do preço da Chanel influencia o mercado de revendas?

Entenda um pouquinho do impacto dessa ação ?

No dia 3 de março, a Chanel subiu mais uma vez os preços de seus produtos. A justificativa está em uma política de "harmonização" para que a diferença de preços não passe de 10% de uma região para a outra. Os modelos clássicos chegaram a aumentar quatro vezes desde o início da pandemia, com ajustes no valor que já passam de 50%.

Além da Chanel, a Louis Vuitton fez ajustes de cerca de 26% em Fevereiro desse ano e a Gucci aumentou 2 vezes os preços em 2021.

Uma das consequências é que o mercado de resale acompanha esse boom. As buscas aumentam e também a oferta de pessoas que veem oportunidade em bons retornos financeiros com os itens adquiridos pré ajustes. As flap bags da Chanel, por exemplo, já estão cerca de 11% mais caras no mercado de revenda, segundo report recente da plataforma americana The Real Real.



Será que a Chanel vai trazer a revenda para baixo de suas asas?


Essa decisão de reajuste para "homogeneizar" preços é uma forma de conter revendas entre países. A moda circular crescendo (só o The Real Real faturou cerca de USD 500 MM em 2021) e a Maison ainda não fincou os pés por lá. Será?